Procurei no meu íntimo mais profundo uma razão para não te amar. Usei o silêncio para me ouvir. 1001 gritos couberam no meu silêncio.Virei do avesso a alma. Revirei memórias. Gritei desesperada à procura de respostas...encontrei mais perguntas.
Quis encontrar razões para não lutar. Quis desistir. Quase desfaleci. Deixei-me cair no chão. As lágrimas correram pela minha face. Solucei. Tive medo. O céu olhou-me enternecido.
Passara demasiado tempo sem estar a teu lado. Todo o tempo que vivera sem ti fora vazio, cinzento, apático.
Quando achava que não teria força, ela apareceu. Quando achava que não conseguiria derrubar as 1001 barreiras que nos separam, a primeira caiu. Quando achava que iria ficar orfã do medo, a coragem ergueu-me. E uma voz, vinda não sei de onde segredou-me ao ouvido:."..existir não é viver!" Confiei nela e dei um passo em frente. Deparei-me com um abismo.
O que fazer diante do precipício? Recuar. Saltar. Esperar. Recuar. Saltar. Esperar. Recuar! Saltar! Esperar!
Mas...e se cair? Mas...e se voar?
O que fazer diante do precipício? Recuar. Saltar. Esperar. Recuar. Saltar. Esperar. Recuar! Saltar! Esperar!
Mas...e se cair? Mas...e se voar?

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