sexta-feira, 4 de julho de 2014

O meu Loiro

O Alex era loiro. E eu, que nunca tive queda para os loiros, apaixonei-me perdidamente por este. Acho que era mútuo. Acho que ele também era perdido por mim...via-o no seu olhar, o seu olhar que era tão transparente como água. Fomos feitos um para o outros. E como em todas as histórias de amor, foi o acaso que nos juntou.
Alex do Vale da Beloura. Era assim que ele se chamava...com pompa e circunstância. Um nome pomposo...tão merecido. Para os amigos era o Alex...apenas Alex. Foi um cão especial, muito especial...desde o primeiro dia soube quão especial ele era. 
Tudo aconteceu de um modo tão espontâneo como inesperado... Quando dei por mim já tinha, entre as 4 paredes que eram a minha casa, este cão...que me ensinou o que mais ninguém conseguiria. Este cão que fez do difícil, fácil. Este cão que tinha tanto de gente...muito mais do que algumas pessoas com quem me cruzo diariamente. E sabem?
Tive um orgulho imenso em tê-lo ao meu lado. Não imaginam como me embevecia sempre que o elogiavam, sempre que lhe afagavam o pêlo, sempre que, em conversa me perguntavam "Então...e o Alex?". Ele era, sem qualquer sombra de dúvida, um de nós.
Deixou-me no passado dia 2 de Maio. E só agora tive coragem de lhe dedicar estas palavras. Deixou-nos. Sim, deixou-nos...porque ele era um bocadinho de todos aqueles que se cruzaram na sua vida. 

Lá em casa, passados 2 meses, a saudade teima em não arredar pé.



"Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, mas não vai só, nem nos deixa sós; leva um pouco de nós mesmos, deixa um pouco de si mesmo."

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