"Já não tenho paciência para algumas coisas, não porque me tenha
tornado arrogante, mas simplesmente porque cheguei a um ponto da minha
vida em que não me apetece perder mais
tempo com aquilo que me desagrada ou fere. Já não tenho pachorra para
cinismo, críticas em excesso e exigências de qualquer natureza. Perdi a
vontade de agradar a quem não agrado, de amar quem não me ama, de sorrir
para quem ...quer retirar-me o sorriso. Já não dedico um minuto que
seja a quem me mente ou quer manipular. Decidi não conviver mais com
pretensiosismo, hipocrisia, desonestidade e elogios baratos. Já não
consigo tolerar eruditismo selectivo e altivez académica. Não compactuo
mais com bairrismo ou coscuvilhice. Não suporto conflitos e comparações.
Acredito num mundo de opostos e por isso evito pessoas de carácter
rígido e inflexível. Na Amizade desagrada-me a falta de lealdade e a
traição. Não lido nada bem com quem não sabe elogiar ou incentivar. Os
exageros aborrecem-me e tenho dificuldade em aceitar quem não gosta de
animais. E acima de tudo já não tenho paciência nenhuma para quem não
merece a minha paciência."
José Micard Teixeira
Subscrevo. Subscrevo integralmente. E acrescento:
Já não tenho paciência para cobranças...que me cobrem tempo e atenção. Eu dedico o meu tempo, as minhas energias e aquilo que sou a quem eu quero e não a quem me quer. Não suporto cinismos...gosto de pessoas sem make up, sem subterfúgios, sem "mas" e "ses". Sou o que sou e não o que os outros esperam ou querem que seja. Abomino dependências...de qualquer tipo. Revoltam-me as injustiças..sobretudo perante os mais vulneráveis. E no que toca aos meus, aos meus que tenho em mim...no que diz respeito a esses não tolero que lhes toquem, que os desrespeitem, que os incomodem e que os magoem.
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