Gostava de ter sido eu a escrever o texto de Miguel Esteves Cardoso que transcrevo abaixo.
Não sei se acredito nas suas palavras. Não sei sequer se isto da Alma Gémea é algo para levar muito a sério...mas gostava que fosse. Alguém me dá a certeza que é? Alguém me diz que isto é coisa para levar a sério?...tão sério como a própria vida? É que...eu já senti o meu coração parar de bater...
"(...) Como é que se reconhece a
alma gémea? No abraço. O coração pára de bater. A existência é
interrompida. No abraço do irmão, do amigo, da amante, há sensação, do
corpo, do tempo, do coração. Há sempre a noção dum gesto posterior. No
abraço de duas almas gémeas, mesmo quando se amam, o abraço parece o
fim. Uma pessoa sente-se, ao mesmo tempo, protegida e protectora. E a
paz é inteira - nenhum outro gesto, nenhuma outra palavra, é precisa
para a completar. Pode passar a vida toda. Não importa.
Quando duas almas gémeas se abraçam, sente-se o alívio imenso de não ter
de viver. Não há necessidade, nem desejo, nem pensamento. A sensação é
de sermos uma alma no ar que reencontrou a sua casa, que voltou
finalmente ao seu lugar, como se o outro corpo fosse o nosso que
perdêramos desde a nascença."
(Miguel Esteves Cardoso)
E se...a Alegria entrasse nas nossas vidas e nos dissesse, sorrindo: "Vim para ficar!"? E se...seguíssemos o conselho de Fernando Pessoa e com as pedras que teimosamente surgem no nosso caminho, construíssemos o maior dos castelos? E se...os dias deixassem de ser vividos a preto e branco e passassem a ter 1001 cores? E se...as lágrimas dessem lugar a sorrisos e alguns destes a gargalhadas? A Isto eu chamaria de VIVER!...e é de VIDA que este blog vos fala.
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
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