terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

A Alma Gémea

Gostava de ter sido eu a escrever o texto de Miguel Esteves Cardoso que transcrevo abaixo.

Não sei se acredito nas suas palavras. Não sei sequer se isto da Alma Gémea é algo para levar muito a sério...mas gostava que fosse. Alguém me dá a certeza que é? Alguém me diz que isto é coisa para levar a sério?...tão sério como a própria vida? É que...eu já senti o meu coração parar de bater...

"(...) Como é que se reconhece a alma gémea? No abraço. O coração pára de bater. A existência é interrompida. No abraço do irmão, do amigo, da amante, há sensação, do corpo, do tempo, do coração. Há sempre a noção dum gesto posterior. No abraço de duas almas gémeas, mesmo quando se amam, o abraço parece o fim. Uma pessoa sente-se, ao mesmo tempo, protegida e protectora. E a paz é inteira - nenhum outro gesto, nenhuma outra palavra, é precisa para a completar. Pode passar a vida toda. Não importa.

Quando duas almas gémeas se abraçam, sente-se o alívio imenso de não ter de viver. Não há necessidade, nem desejo, nem pensamento. A sensação é de sermos uma alma no ar que reencontrou a sua casa, que voltou finalmente ao seu lugar, como se o outro corpo fosse o nosso que perdêramos desde a nascença
."


(Miguel Esteves Cardoso)

 

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