segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Born to Be Mother


Nem sempre soube que coordenadas deveria seguir. O caminho a trilhar nem sempre esteve pré-definido. Vivo em modo tentativa erro. Mas sempre soube que queria ser Mãe. Sempre soube que quer a vida me levasse para Norte, Sul, Este ou Oeste...independentemente da rota, eu seria Mãe. 

Nasci para ser Mãe.

Nasci para ser Mãe...nasci para mudar fraldas, para passar noites em branco, para apanhar brinquedos do chão, para abdicar de saídas à noite e de jantares fora de casa, para ter a mala cheia de fraldas, chuchas, brinquedos, biberons...para não ter na mala maquilhagem e perfume. Ser Mãe fez com que, de algum modo, abdicasse de parte mim. Ser Mãe não é, de todo, um Conto de Fadas. 

 Não é um Conto de Fadas?

Pois não! Ser Mãe está longe de ser um Conto de Fadas, ser Mãe é vida real...vida real apaixonada, sofrida...Vivida! Ser mãe possibilita experenciar um sem número de sentimentos até então desconhecidos e possibilita, sobretudo, ter o coração fora do corpo a bater, bater, bater,...

E, sabem?!? O que a maternidade me deu, suplantou em grande escala aquilo que me tirou. Ser mãe é, muito provavelmente, o melhor anti-depressivo que alguma vez existiu. Ser mãe é ter, todos os dias, um motivo para olhar o amanhã com otimisto. Ser mãe é chorar de alegria com pequenos nadas...pequenos nadas que são tudo aos olhos de mãe.

...e pouco me interessa se aquela peça de lego se cruza todos os dias com o meu pé descalço...porque para vos ver sorrir tudo vale a pena.



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