A minha postura em relação à amizade é, reconheço-o, estranha. Sou algo cética, desapegada até. Identifico-me com Henri Amiel no que diz respeito ao tema amizade. Segundo Amiel "Quando o meu amigo está infeliz, vou ao seu encontro; quando está feliz, espero por ele". É isto! Se tivesse de optar, preferia estar ao lado dos meus amigos nos momentos menos bons...porque acredito que é nesses momentos que mais precisam de mim. E garanto-vos que vou daqui até à lua se tiver um amigo meu em apuros.
Por outro lado sou exigente. Exijo que as amizades não sejam peganhentas e que me deêm espaço para respirar. Se me sufocam eu fujo. Eu sei...sei que não sou fácil e por isso não tenho muitos amigos.
Mas os que tenho, valem mais que ouro!
Todos os meus amigos são especiais. Sei que são meus amigos quando passados dias, meses e até anos, os reencontro e sinto que o tempo que nos separou não é nada comparado com o que nos une. É natural que passado algum tempo a conversa não seja tão fluída, que pensemos no que tema iremos introduzir para que o silêncio não se instale...mas com os amigos, com os amigos à séria! os temas atropelam-se uns atrás de outros.
As conquistas dos meus amigos são conquistas minhas...! Vibro, rio, choro, grito...nas mesma medida dos meus amigos e por isso ultimamente tenho andado em pulgas!...A minha amiga vai reconhecer-se neste texto. Escrevi-o para ela...para que este momento fique registado para a posteridade e para mais tarde recordar... Comigo podes contar desde aqui...até à lua!

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