O dia começa cedo e acaba tarde.
Tudo se precipita e sobrepõe.
E o dia (esse malvado que teima em ter apenas 24 horas)…acaba da mesma
forma que começa.
Tudo se precipita e sobrepõe…até serenar.
E quando serena…um silêncio incomum invade o meu espaço.
Deixo-me cair, ausente de forças, para o sofá.
Olho o teto e respiro fundo.
A minha respiração ofegante, o meu coração acelerado e o silêncio, quase
ensurdecedor, parecem invadir-me.
Conto até 3.
Conto até 10.
Conto até 100...quantas vezes forem precisas.
Deixo descansar...
...a mulher,
...a mãe,
...a profissional.
Paro.
Obrigo-me a parar.
Obrigo-me a ter tempo, 5 minutos que sejam, para parar.
Respiro fundo.
Recomponho-me.
Olho em meu redor.
O mundo lá está.
Igual.
Eu?
Mais forte.
Serena.
Com energia redobrada.
Respiro fundo e sorrio.
Deito-me.
Amanhã é um novo dia para...
...a mulher,
...a mãe,
...a profissional.
E cada novo dia encerra em si a grande responsabilidade de viver.
De viver à séria!
De viver…Com tudo o que temos...em cada coisa.
Com tudo o que somos...no mínimo que fazemos.
Sem meio-termo
Sem freios ou pé no travão.
Sem mais ou menos.
Com tudo...ou nada.
Porque viver é muito mais que sobreviver.
De viver à séria!
De viver…Com tudo o que temos...em cada coisa.
Com tudo o que somos...no mínimo que fazemos.
Sem meio-termo
Sem freios ou pé no travão.
Sem mais ou menos.
Com tudo...ou nada.
Porque viver é muito mais que sobreviver.
(Crónica Publicada na Revista Limiana N.º42)

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