Hoje e amanhã teremos de nos revestir de nervos de aço para enfrentar a greve. Hoje, uma greve quase generalizada dos transportes e amanhã entrará em cena a da administração pública.
Como já tive oportunidade de partilhar convosco, sou bastante cética em relação à utilidade das greves e das manifestações nos moldes em que têm sido realizadas. Entendo-as inconsequente, inúteis e alheadas dos problemas reais.
Como já tive oportunidade de partilhar convosco, sou bastante cética em relação à utilidade das greves e das manifestações nos moldes em que têm sido realizadas. Entendo-as inconsequente, inúteis e alheadas dos problemas reais.
É comum perceber que uma fatia considerável dos participantes não está "nem aí" para os propósitos da manifestação em que estão inseridos, é igualmente comum deparar-me com autênticos atentados à língua portuguesa nos cartazes orgulhosamente envergados pelos manifestantes mas...na última manifestação convocada pela CGTP uma senhora envergou ultrapassou todos os limites do admissível e, arrisco-me a dizer, da falta de inteligência.
Quando esta senhora iguala Portugal a Auschwitz está não apenas a demonstrar uma falta de inteligência atroz como também um desrespeito por todos os que passaram por Auschwitz. É, no mínimo, lamentável que se trate com tamanha displicência Auschwitz.
É impossível determinar com exatidão o número de judeus, polacos e ciganos que sucumbiram em Auschwitz, Auschwitz II (Birkenau) e Auschwitz III (Monowitz). De 1 Milhão, a 4,5 Milhões. São estes os números!
Nestes campos de concentração situados no Sul da Polónia a dor, a agonia e o desespero ganharam outro significado. Nestes campos de morte, durante cerca de 5 anos, os direitos humanos foram violados em toda a sua essência. Falar de Auschwitz é falar de terror, genocídio e holocausto.
Posto isto, só me ocorre dizer: Respeitemos Auschwitz!

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